sexta-feira, 28 de julho de 2017

Por que com os animais as decisões são diferentes?


Hoje Mamis escreveu um texto, que me deixou bem pensativo. Venho dividir com vocês, porque a duvida ficou: por que, quando de trata de nós, animais, as decisões são diferentes?
"Imagine você, sendo mãe / pai de uma bela criança de 3 anos. Um certo dia, essa criança amanhece doente, com febre, tosse, diarreia, espasmos musculares, secreção nasal e ocular. Você, sendo uma pessoa que ama muito sua criança, muito preocupado (a), vai ao farmacêutico mais próximo e pede uma orientação. O farmacêutico muito conhecedor das doenças que acometem as crianças e muito famoso por ajudar outros pais desamparados, indica um remédio para cortar a diarreia, outro para a tosse, outro para febre e um colírio para a secreção ocular. 
Você, ainda muito preocupado resolve mandar um whatsapp para o médico pediatra que cuida da sua criança, relata o que está ocorrendo, mostra as orientações que o farmacêutico te passou, e pergunta como proceder. 
O médico, mesmo conhecendo muito bem sua criança, já que o acompanha desde o nascimento, e mesmo que já tenha atendido casos similares, te orientou a procurar um hospital, clinica, posto de saúde, upa ou afins, para possível atendimento e avaliação.
Você, mãe / pai muito zeloso faz:
a) segue as orientações do farmacêutico, já que ele teve muita boa vontade em te orientar e teve sucesso em outros casos similares;
b) decide esperar mais alguns dias para ver se as alterações irão persistir;
c) fica com raiva do seu médico, alegando que ele não quis prestar socorro, nem te dar orientações via whatsapp, já que não custava nada a ele;
d)publica textão no facebook, twitter e afins, reclamando que médico trabalha por amor e deveria estar sempre disposto, 24h por dia, 7 dias da semana e não deveria cobrar por isso. É amor né gente!
e) segue as orientações do profissional habilitado, ou seja o médico, e procura o atendimento mais próximo para levar sua amada criança. 
Qual letra você escolheu? Não posso afirmar com 100% de certeza, mas creio eu, que todos nós escolheremos a letra E.
Agora, por outro ponto de vista: A bela criança que você é mãe/ pai é um caõzinho, fofo, srd, todo peludinho e alegre de apenas 3 anos. O farmacêutico é o balconista de uma casa de ração. O médico pediatra é o médico veterinário. Ainda sim, você continuará escolhendo a mesma letra? 
Porque em se tratando de animais seria diferente?
Pensem nisso!"

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Quimioterapia: perguntas e repostas


Queridos aumigos, a quanto tempo, não é mesmo?
Viemos falar de coisa boa, viemos falar de tecpix...hahahahaha...
Estamos brincando. Só na parte do tecpix, porque falar de coisa boa vamos sim!
Hoje, mais uma vez, nossa brilhante amiga, Dr. Stéfane Valga, reservou um pouquinho do seu tempo, para conversar conosco e tirar algumas dúvidas sobre a especialidade dela: a oncologia. 
O assunto dessa vez é Quimioterapia.

“Recebemos a notícia que nosso bichinho de estimação está com câncer e vai precisar de quimioterapia! E agora??”
Bate um desespero e lembramos de tudo que já ouvimos falar sobre este tipo de tratamento.
Alguns tutores já passaram ou conviveram com alguém próximo que passou pela experiência da quimioterapia na medicina humana. Trazem consigo a lembrança do sofrimento e, principalmente, dos efeitos colaterais causados pela quimioterapia, e não gostariam que seu cãozinho ou gatinho passasse por isso. É normal ter uma certa resistência, no entanto, este tratamento só é indicado em casos realmente necessários.
Mas, antes de falar sobre os nossos amigos de estimação, vamos explicar como agem os medicamentos da quimioterapia e porque causam os efeitos colaterais.
O câncer é formado a partir da multiplicação desordenada das células e os medicamentos usados na quimioterapia agem as atacando. Assim sendo, os quimioterápicos atacam o tumor. Os medicamentos usados na quimioterapia veterinária são os mesmos utilizados pela medicina humana, contudo, doses diferentes foram estipuladas para os animais (de acordo com o peso e tamanho).
No entanto, existem células no organismo que, naturalmente, se dividem mais rápido, sem causar nenhum dano à saúde (humana ou animal). Algumas delas são encontradas nos folículos pilosos (pelo e cabelo), no sistema digestivo (estômago e intestino) e no sangue. A partir daí, conseguimos entender melhor os efeitos colaterais mais comuns causados pela quimioterapia.
O primeiro efeito adverso da quimioterapia que nos vêm à cabeça, normalmente, é a queda de cabelo. Nos animais, este é o efeito menos comum, pois, ao contrário dos seres humanos, eles possuem algumas camadas de pelo, não permitindo que fiquem completamente carecas. Com exceção das raças com pelo de crescimento continuo como Maltês, Poodle, Lhasa Apso e Bichon Frisé, que podem vir a perder completamente o pelo, o que costuma acontecer é o pelo ficar mais opaco, quebradiço e demorar mais a crescer. 
Outro efeito colateral muito comum nos seres humanos é a presença constante de vômitos e diarreia nos dias imediatamente após a sessão de quimioterapia. Apesar dos cuidados tomados como a administração de medicamentos para prevenir vômitos e/ou diarreias, pessoas submetidas a tratamento quimioterápico sofrem bastante com tais efeitos, a ponto de precisarem ficar internadas para evitar ou tratar a desidratação causada. Em relação a este efeito, os animais se mostram mais resistentes, pois raramente o apresentam e quando ocorrem, são episódios isolados.
O principal efeito colateral e o mais preocupante em relação aos animais de estimação é a imunossupressão, ou seja, a redução das células de defesa do organismo. Vocês lembram, no início do texto eu falei que as células do sangue eram uma das que, normalmente, se dividiam rapidamente, logo, acabam sendo alvos dos quimioterápicos? Logo, estas células são atacadas pelas drogas e tem sua população reduzida, e com isso, ocorrem efeitos como anemia (devido à morte de hemácias), infecções oportunistas (devido à morte das células de defesa), hemorragias pontuais (devido à redução das plaquetas). No entanto, precauções são tomadas para evitar que tais efeitos se tornem problemas. Exames de sangue periódicos são realizados para monitorar as células sanguíneas, antibióticos preventivos são aplicados após a primeira sessão para evitar infecções oportunistas e cuidados para evitar a infestação de parasitas (vermes, carrapatos e pulgas) que podem ser bastante prejudiciais em pacientes imunossuprimidos.
Com estes cuidados e a atenção do tutor, o animal passa pelo tratamento do câncer de maneira tranquila. Uma relação aberta e de confiança entre o tutor e o médico veterinário também são importantes para um sucesso terapêutico."

E então pessoal, o que acharam? respondeu muitas dúvidas, não é mesmo. Nos vemos na próxima, vamos continuar trabalhando para trazer sempre o melhor à vocês. Até a próxima aumigos. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Chocolates: Uma gostosura travêssa



Olá aumigos, como vão? Eu estou bem, um pouco chateado, porque mamis cortou meu barato e não me deu um pedacinho do chocolate que ela estava comendo. Segundo mamis, cães e gatos não podem comer chocolate, porque é toxico. No começo achei que ela estava inventando isso para não dividir comigo, mas depois ela me explicou direitinho o que acontece....

Então vamos lá. Em primeiro lugar precisamos saber que tóxico significa qualquer substancia exógena, ou seja que vem de fora, que em contato com o organismo pode ser prejudicial causando desequilíbrio. Bom, sabendo disso, devo dizer que o chocolate está classificado dentro dessas substancias toxicas para cães e gatos. 

O chocolate é muito saboroso, e sua constituição se baseia em carboidratos, lipídeos, aminas biogênicas, neuropeptídeos e metilxantinas, que são teobromina e cafeína.  A teobromina possui uma concentração três vezes maior que a cafeina, porem todas duas contribuem para o desequilíbrio orgânico do animal. 

O teor de teobromina varia de acordo com a qualidade do chocolate, ou seja quanto mais escuro o chocolate maior teor de teobromina ele terá. sendo assim,o chocolate branco, que possui grande quantidade de matéria lipídica, não oferece tanto risco de intoxicação, mas isso não quer dizer que esteja liberado.

Os animais metabolizam a teobromina mais lentamente, por isso o risco de intoxicação. Essa substância é um componentes muito lipossolúvel, ou seja "dissolve" bem na gordura, sendo assim, é capaz de atravessar as barreiras placentárias e hematoencefálicas com facilidade, sendo absorvida em grande quantidade no estomago e intestino. 

Ao ser absorvida e distribuída no organismo, ao chegar no sistema nervoso central pode causar excitação, constrição de alguns vasos sanguíneos, diurese, cianose, arritmias, ofegância e taquicardia. Além disso, sabe-se que a teobromina pode ficar até seis horas no organismo do cão, sendo eliminada via figado e não via rim.

De 6 a 12 horas após a ingestão de chocolate, o animal pode apresentar vomito, diarreia, desidratação, náuseas, hipertermia, e em casos mais graves, coma e morte. Na maioria dos casos, a intoxicação acontece em animais de pequeno porte, pois possui maior quantidade de chocolate disponível em relação ao seu peso corporal. A quantidade toxica não precisa ser ingerida toda de uma vez, já que a teobromina pode ficar no organismo até seis dias. Por isso, doses repetidas em dias sucessivos, podem causar intoxicação.

Por causa do hábito de compartilhamento de alimentos entre tutores e animais a intoxicação alimentar tem-se tornado comum na clinica de pequenos animais. Atualmente já existe formulações no mercado de chocolates que não possuem teobromina em sua composição, que podem ser dados para cães. Ele são produzidos com extrato proteico vegetal, gordura vegetal, soro de leite e outras substancias que não são toxicas para os animais.

Por isso, se você é um tutor de um cãozinho ou gatinho, e quer dar algum tipo de petisco para eles, procure sempre aqueles que são desenvolvidos especificamente para eles, ou dê preferencia para as frutas, que são saborosas e nutritivas, Mas lembre-se, mesmo entre as frutas, existem aqueles que não devem ser dadas ou aquelas que devem ser dadas com moderação. Procure sempre a orientação do médico veterinário. 

Mesmo não podendo comer chocolate, vou ali, atras da mamis para tentar ganhar um petisco. Até a próxima pessoal.